Sexta-feira, 26 de Julho de 2013

Questões existenciais

Caminhava lentamente ofuscada pelo sol. Dava passos longos e abertos, assim como a relação que me conectava com o que a natureza podia oferecer. O som do vento cantarolava aos meus ouvidos e dançava no meu inocente sorriso. Deitara-me sob a relva que havia pisado durante o extenso trajecto que percorrera e, quando dei por mim, meus olhos abriram-se como um cortinado que esvoaça quando lhe é dada oportunidade de escapar pela greta da janela aberta. Subitamente, apercebi-me então que vivera no meu incontornável desejo de despir o culto de algo que nos é superior. Guardara tantas perguntas na minha pobre mente que nem sabia se as havia de começar. Será pensar exaustivamente, procurando uma verdade, que conseguiremos convencionar as nossas questões existenciais? Senti-me perdida e devastada, afogada nas minhas conclusões que, no fundo, eram impossíveis de tirar.

 

Imprevistamente, sinto um arrepio que percorre o meu corpo de alto a baixo. Alguém pousava suavemente a sua mão nas minhas costas:

-Assustaste-te?

-Não, apenas destruis-te os meus sonhos. Dispersaste os meus pensamentos.

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publicado por Catherine às 15:58
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